Anexo VII – Correspondência de campos LILACS

<> MARC 21
A informação sobre MARC procede do MARC 21 Lite Bibliographic Format, edição de 2005,
http://www.loc.gov/marc/bibliographic/lite/ , com acréscimos de:

• MARC 21 Concise Format for Bibliographic Data, ed. 2004,
http://www.loc.gov/marc/bibliographic/ecbdhome.html

• Lista de códigos de países MARC
http://www.loc.gov/marc/countries/

• Lista de códigos de idiomas MARC
http://www.loc.gov/marc/languages/

• Entradas de Ligação
http://www.loc.gov/marc/bibliographic/litespa/elbdenla.htm

 

Tabela de abreviaturas

código descrição
R Repetitivo
NR Não Repetitivo
N/A Não aplicável, não tem campo correspondente no MARC.
Pode-se definir campos nos blocos x9x y 9xx se desejável
# Indica um espaço em branco obrigatório (não é necessário ingressar o caracter #)
| Espaço reservado não usado (pode-se usar espaço em branco)
^ Indicador de subcampo no ISIS
$ Indicador de subcampo no MARC
% Se indica como símbolo de repetição de campo em CDS/ISIS
LDR Líder (Leader) do registro. As posições (base zero) se indicam da seguinte forma:
LDR/006 é a posição 6a (7o caracter)
008/xx-yy O campo estruturado 008 se indica com o intervalo de posições (base zero) que ocupam
os caracteres desde a posição xx até a posição yy

Conversão de LILACS a MARC21 – considerações gerais
A conversão de registros LILACS a MARC se realiza em geral através de arquivos ISO2709. O processo de conversão deve considerar vários aspectos que se enumeram à continuação.

• Tamanho do registro do arquivo ISO
Os registros em CDS/ISIS podem vir bloqueados a 80 caracteres. Por outro lado, os registros MARC são de tamanho variável. O processo de exportação deverá determinar o tipo de tamanho usado.

• Conjunto de caracteres
Os registros LILACS criados pelo aplicativo LILDBI para web, assim como os que estão no site da BIREME, usam caracteres ANSI. Os registros criados através da versão do LILDBI para MS-DOS estarão em ASCII sob uma das duas modalidades de código de página: 850 ou 437.
Ao realizar a exportação ou importação dos registros deverá ser indicado o conjunto de caracteres apropriado.

• Líder do registro (Leader)
O formato ISO2709 reserva um campo de tamanho fixo de 24 posições no início de cada registro com informação sobre a forma de processá-lo. MARC armazena dados sobre o objeto bibliográfico nas posições 5-8 e 17-19 deste campo, mas somente as posições 5-7 têm informação que usa LILACS. Os outros dados serão enviados com valores em branco.

• Campos
Os campos no MARC devem estar indicados com três dígitos, e em ordem sequencial ascendente. Isto significa que o campo 12 de LILACS deverá ser exportado como 012 para o MARC, e os campos deverão ser reordenados em ordem ascendente. Estas restrições são desnecessárias para quem usa qualquer variante do CDS/ISIS, mas deverão ser contempladas se forem exportadas a outro sistema de software diferente de CDS/ISIS que use MARC.

• Indicadores
MARC usa duas posições no começo de todos os campos superiores ao 009, que deverão ser respeitadas no processo de exportação. No caso de não haver dados para essas posições serão gravados dois espaços em branco (indicados pelo símbolo # nos exemplos).

• Pontuação
LILACS não incorpora a pontuação bibliográfica como parte dos dados nos registros. O processo de exportação deverá gerar esta pontuação na medida em que isto seja possível. A posição 18 do líder (LDR/18 – “descriptive cataloging form”) indicará com um “i” se o registro inclui a pontuação, ou com um espaço em branco “#” ou um “u” em caso contrário.

• Tabelas de códigos
LILACS usa tabelas de códigos ISO de dois caracteres e MARC usa códigos de três caracteres. O processo de exportação deverá fazer o intercâmbio de códigos.

• Descrição por níveis
LILACS, como formato derivado da norma UNISIST, descreve as unidades bibliográficas em até três níveis: (1) analítico, (2) monográfico e/ou seriado, (3) coleção. Para cada um destes níveis se atribui campos correspondentes com a mesma estrutura. Para dados idênticos —por exemplo o autor— se registrará de forma idêntica em qualquer dos três níveis de descrição em um desses campos (10,16,23). O formato MARC organiza os dados de maneira diferente. Atribui sempre o mesmo campo para o mesmo tipo de dado objeto da descrição. Exemplo: o primeiro autor (se é o principal) sempre será registrado no campo 100. Serão ingressados no campo 700 os outros autores, e no campo 773 serão registrados os elementos bibliográficos de nível superior se houver. Os campos de autores e títulos da parte analisada são registrados no MARC nos campos 1xx, 7xx e 245, não importando o nível da descrição (analítico, monográfico, coleção). Veja os exemplos mais abaixo. Uma explicação completa do processo de conversão junto com os programas em c-isis usados pela BIREME estão documentados à parte em http://www3.bireme.br/abd/P/LILACS-MARC-Tabela_completa_pt_rev_ago05.pdf

Os títulos traduzidos pela agência catalogadora serão registrados no campo 242. Em qualquer registro analítico, seja de que tipo for (artigo de revista, capítulo de livro, volume de uma coleção, etc), os dados da parte maior vão sempre no campo 773, registrando a referência bibliográfica usando-se os subcampos pertinentes. O que variará, segundo o nível bibliográfico, será o valor da posição 07 do Líder (LDR/07), que terá um código distinto de acordo com
o nível de descrição. Os tipos de literatura definidos na LILACS no campo v5 se reduzem no MARC a somente três tipos básicos (monográfico, seriado, coleção), pelo qual as Teses e os Não Convencionais serão tratados de acordo com o código do campo v09 de LILACS, ou em seu default como monografias impressas. As séries monográficas de LILACS serão tratadas como monografias habituais, e os dados da série irão no campo 440. Os “tipos complementares” de literatura de LILACS (P=projeto, C=conferência), gerarão registros bibliográficos MARC de acordo aos três tipos básicos e, adicionalmente, segundo corresponda:
•  entradas secundárias no campo 711 (nome da conferência),
• campos de notas de dissertação (502),
• campo de projeto (536),
• todas as outras notas que puderem ser consideradas necessárias nos campos 5xx.

• Cluster de registros
LILACS cria clusters de registros associados em forma vertical (o todo com as partes) vinculados através de campos especiais, ou campos de apontadores: v98, v101, v102. A criação de clústers está considerada também no MARC mediante os campos de “Entrada de Enlace (76X-78X)”, que relaciona as partes componentes com um registro anfitrião. Por exemplo, os capítulos de uma monografia com o registro dessa monografia. Entretanto, a implementação geral no MARC não resolve as vinculações com a mesma eficiência que o LILDBI, pelo qual a exportação dos registros LILACS deverá recompor os registros formados por múltiplos componentes em um só
registro completo de saída. Se a exportação de registros LILACS não for realizada mediante o programa LILDBI, ou a interface web do site da BIREME, então a exportação deverá incluir um procedimento de join de registros mediante as chaves indicadas nos campos de apontadores.

 

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