ISIS como completo software de código aberto

Já em 2001 a UNESCO decidiu embarcar nesta abordagem relativamente nova, não só o fornecimento gratuito do software, mas também tornar os códigos-fonte, em princípio, “abertos”, isto é, à disposição do público (ver: http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-URL_ID=13803&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html). Isso acabou por levar a um quadro de abordagem mais amplo do seu “Portal de software gratuito e Open Source”, promovendo a idéia e acrescentando outros softwares, por exemplo, Greenstone, à sua “cesta” de softwares apoiados e promovidos, para um melhor desenvolvimento profissional, também em países do Sul e transitórios. O Portal FOSS da UNESCO pode ser encontrado em: http://www.unesco.org/cgi-bin/webworld/portal_freesoftware/cgi/page.cgi?d=1, com links interessantes para discussões sobre a história do FOSS, licenças e estudos de caso. Na realidade, porém códigos-fonte para software ISIS existentes devem ser solicitados à UNESCO, mas os novos softwares estarão totalmente disponíveis em sites públicos.

Na Bireme/OPS/OMS, uma decisão semelhante foi tomada em 2006/7. Já não iria cobrar a pequena taxa pelo seu software (como acontecia antes, por exemplo, de 150 dólares para o registro oficial como usuário com direitos a suporte e, portanto, torná-lo “livre”, mas também as fontes foram e ainda estão sendo preparadas para a publicação de todos os seus softwares, incluindo os módulos CISIS básicos. Seu software da nova de geração ISIS, chamado “ISIS-NBP” (Network Based Platform) seguirá métodos FOSS (incluindo uma “comunidade” com possibilidades de contribuir, discutir e fontes para download na URL http://reddes.bireme.br) para mostrar o seu compromisso firme com FOSS. Como o mais novo aplicativo completo, ABCD, será publicado na íntegra como código aberto, mesmo que o desenvolvimento original ainda seja gerido centralmente pela Bireme e seus próprios programadores, visto que o projeto é apoiado agora também pelo “Flemish Interuniversity Council (VLIR)” com os requisitos específicos para apresentá-lo como um concorrente pleno de outros sistemas de bibliotecas (incluindo outros softwares FOSS como KOHA e NewGenLib) e, para isso precisa algum controle mais central para fins específicos.

A vantagem de se tornar totalmente fonte aberta – para todos os softwares – reside no fato de que os usuários, certamente os habilitados (programação), podem verificar os mecanismos internos e propor/fazer alterações, se assim for desejado. Um exemplo: WinISIS tem uma maneira ligeiramente diferente de ordenação de valores obtidos da função “VAL” (ou seja, removendo “padding” zeros primeiro), que não é um bug como tal e, portanto, não “necessita”  ser corrigido pelo fornecedor do software, entretanto com acesso aos códigos fonte alguém poderia mudar isto. Como é sempre o caso com softwares de fonte aberta, seria melhor não fazer essas mudanças sem consultar/informar a “comunidade de desenvolvedores.

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